Para fazer reiki, você se prepara em silêncio, firma a intenção de cuidado, apoia as mãos sobre o corpo em posições sequenciais e permanece em cada uma de três a cinco minutos, deixando a energia fluir sem esforço. O reiki é uma terapia de imposição de mãos que canaliza a energia vital universal, o ki. A autoaplicação é o primeiro passo de quem pratica, e a sessão em outra pessoa segue o mesmo desenho, com mais atenção e presença.
Como mestre reiki, ensino o passo a passo do jeito mais simples possível: o que preparar, a ordem das posições das mãos, quanto tempo ficar em cada uma e como fechar a prática. Se você ainda não conhece a técnica, leia antes o guia reiki: o que é, que explica o significado, a origem e os níveis de formação.
Antes de começar: o que o reiki pede de você
O reiki não exige objetos, e a única ferramenta são as suas mãos. O que ele pede é presença. Três ajustes simples fazem diferença na prática:
- Um lugar tranquilo. Escolha um cômodo em que você não será interrompido por 20 a 40 minutos. Luz baixa e silêncio ajudam, e uma música suave é opcional.
- Conforto. Sentado ou deitado, com roupas leves. A coluna fica apoiada, e os ombros, soltos.
- Intenção clara. Antes de tocar o corpo, pense no que você quer cuidar: o cansaço, a agitação, uma fase difícil. A intenção orienta o fluxo da energia.
Um detalhe sobre a formação: o reiki é transmitido por iniciação, chamada de sintonização, feita por um mestre no primeiro nível. Quem pratica sem iniciação pode usar as mãos com intenção de acolhimento, que é um gesto antigo de cuidado, mas o método completo, com os símbolos e o canal energético ativado, vem com o curso. Para conhecer os níveis, veja os níveis de formação em reiki.
Passo a passo da autoaplicação de reiki
A autoaplicação cuida do seu próprio campo de energia, e é uma das práticas mais valiosas do dia a dia de quem trabalha com energia. A sequência abaixo leva de 25 a 40 minutos.
- Centre-se. Sente-se ou deite-se e respire devagar por dois minutos, soltando o ar mais lentamente do que puxa. Sinta o peso do corpo no apoio.
- Firme a intenção. Diga mentalmente: “que a energia flua para onde eu mais preciso”. Não precisa ser uma frase perfeita, basta ser sincera.
- Junte as mãos diante do peito por um instante e sinta o calor entre as palmas. É o sinal de que o canal está aberto.
- Cabeça e rosto. Cubra os olhos com as palmas, depois as têmporas, depois a parte de trás da cabeça, e por fim a nuca. Fique de dois a três minutos em cada posição.
- Garganta e peito. Apoie as mãos de leve na garganta, depois no centro do peito, perto do coração.
- Abdômen. Coloque as mãos acima do umbigo, depois abaixo dele, no baixo ventre.
- Costas e pernas. Se alcançar, apoie as mãos na região lombar. Depois, desça pelas coxas, joelhos e pés.
- Feche a prática. Mantenha as mãos no colo por um minuto, agradeça e perceba como o corpo e a mente estão.
- Beba um copo de água e descanse alguns minutos antes de voltar à rotina.
As posições seguem o caminho dos chakras. Para entender o que cada região representa, leia reiki e chakras e o guia dos sete chakras.
Quanto tempo ficar em cada posição
Não existe um relógio rígido. A regra mais usada é de três a cinco minutos por posição, mas o que manda é a percepção: o terapeuta permanece até sentir que a energia “assentou”, o que costuma vir como mudança de temperatura, de pulsação ou de peso nas mãos. A tabela traz uma referência para uma autoaplicação de 30 minutos.
| Região | Posição das mãos | Tempo sugerido | O que costuma trabalhar |
|---|---|---|---|
| Cabeça | Mãos sobre os olhos, têmporas e nuca | 8 a 10 min | Calma mental e clareza |
| Garganta | Mãos de leve sobre o pescoço | 2 a 3 min | Expressão e comunicação |
| Peito | Mãos no centro do peito | 3 a 5 min | Afeto e acolhimento |
| Abdômen | Mãos acima e abaixo do umbigo | 5 a 6 min | Confiança, emoções e vitalidade |
| Lombar e pernas | Mãos nas costas, coxas e pés | 5 a 6 min | Segurança e aterramento |
| Fechamento | Mãos no colo | 1 a 2 min | Integração |

Como fazer uma sessão de reiki em outra pessoa
A sessão em outra pessoa segue o mesmo desenho, com uma diferença importante: o terapeuta cuida do conforto e da confiança de quem recebe. Quem aplica já foi iniciado e conduz a sessão assim:
- Conversa inicial. O terapeuta pergunta como a pessoa está, o que busca e se há acompanhamento médico ou psicológico em andamento.
- Acomodação. A pessoa fica deitada de barriga para cima, vestida, com um apoio sob os joelhos se precisar.
- Centramento do terapeuta. Ele respira, firma a intenção e pede que a energia flua para o bem de quem recebe.
- Aplicação. As mãos percorrem cabeça, peito, abdômen, pernas e, depois, as costas, com a pessoa de bruços ou de lado. O toque é leve, ou as mãos ficam a poucos centímetros do corpo.
- Fechamento. O terapeuta retira as mãos com delicadeza e deixa a pessoa descansar por alguns minutos.
- Conversa final. A pessoa conta o que sentiu e recebe orientações simples, como beber água e descansar.
A duração costuma ficar entre 40 e 60 minutos. O gráfico mostra uma divisão possível para uma sessão de 45 minutos.
Como o tempo se divide em uma sessão de 45 minutos
Roteiro de referência, que cada terapeuta ajusta à pessoa e ao momento.

O que você pode sentir durante a prática
Cada pessoa sente de um jeito, e a ausência de sensações não significa que nada esteja acontecendo. Os relatos mais comuns são:
- calor ou frio nas mãos e em regiões do corpo;
- formigamento, pulsação, peso ou leveza;
- sono profundo ou relaxamento intenso;
- vontade de chorar ou de rir, quando uma emoção vem à tona;
- imagens, cores ou memórias de olhos fechados;
- sensação de limpeza e de silêncio interior depois.
Acolha o que vier, sem julgar e sem forçar. A energia não precisa ser “sentida” para fluir.
Erros comuns de quem está começando
| Erro | O que acontece | Como ajustar |
|---|---|---|
| Pular a preparação | A mente segue agitada e a prática perde profundidade | Reserve dois minutos de respiração antes de tocar o corpo |
| Pressionar as mãos | O toque vira esforço e a pessoa se contrai | Apoie as mãos com leveza, como quem pousa uma pluma |
| Ter pressa | Passa-se de uma posição à outra sem o fluxo se acomodar | Permaneça de três a cinco minutos, atento ao que sente |
| Esperar uma sensação específica | A frustração toma o lugar da presença | Aceite o que vier e confie no processo |
| Fazer sem fechar a prática | A energia fica “solta” e a pessoa sai dispersa | Termine com as mãos no colo e um agradecimento |
| Usar o reiki no lugar do cuidado de saúde | Adia-se uma consulta necessária | Mantenha o acompanhamento médico e some o reiki como cuidado complementar |
Quando e com que frequência praticar
A autoaplicação rende mais quando vira hábito. Uma rotina possível: 10 a 15 minutos pela manhã, com foco na cabeça e no peito, ou uma sessão completa à noite, antes de dormir. Em fases de cansaço ou de mudança, vale praticar todos os dias por uma semana. O reiki também combina com outras práticas de cuidado energético: depois de um dia pesado, uma limpeza energética do corpo e a autoaplicação formam uma boa dupla.
O reiki é uma terapia complementar e não substitui diagnóstico, tratamento médico ou psicológico. Se você tem sintomas físicos ou emocionais persistentes, procure um profissional de saúde e mantenha o acompanhamento, somando o reiki como um cuidado a mais.
Para continuar
Se você quer entender a técnica de ponta a ponta, leia reiki: o que é. Para ver como o reiki trabalha cada centro de energia, o guia reiki e chakras traz as posições e o significado de cada uma. E se a vontade de praticar nasceu de uma sensação de peso, o guia sobre energia negativa ajuda a entender de onde ela vem.
Para aprofundar a prática diária, aprenda a meditação reiki e a sequência para dormir em reiki para ansiedade, estresse e insônia.
Aviso de saúde. O reiki é uma terapia complementar de bem-estar e não diagnostica, trata nem cura doenças. Não interrompa medicamentos nem acompanhamento médico ou psicológico. Em urgência, ligue para o SAMU (192). Em sofrimento emocional intenso, o CVV (188) atende 24 horas, de graça.




